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Gran Torino

17 jul

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Estou dentro do avião indo para Roma, para depois fazer conexão para Istambul. Acabo de assistir ao filme Gran Torino com direção e ótima atuação de Clint Eastwood. Achei o filme tão sensacional que resolvi escrever aqui dentro do avião mesmo, pois sei que depois não terei tempo. Irei postá-lo em Roma, ou só quando chegar no hotel em Istambul.

O Poderoso Chefão Parte II

24 jun

Seguindo a ordem dos filmes, hoje falarei a respeito da segunda parte da trilogia de O Poderoso Chefão, o Poderoso Chefão Parte II.

No filme que é inegavelmente uma das melhores sequências(nova regra gramatical não deixa mais usar o “trema” haha) já feitas, Francis Ford Coppola continua sua épica trilogia com esta saga de duas gerações de poder na família Corleone. Coppola, mais uma vez com o autor Mario Puzo, entremeia duas histórias que funcionam tanto como antecedente quanto como continuação do original. Uma mostra o humilde início dos sicilianos e a ascensão do jovem Don Vito em Nova York, agora na interpretação vencedora do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de 1974 por Robert De Niro. A outra mostra a ascensão de Michael(Al Pacino) como o novo Don. Reunindo muitos dos componentes do elenco que fizeram O Poderoso Chefão, Coppola produziu um filme de surpreendente magnitude e visão; o filme recebeu onze indicações(Melhor Ator (Al Pacino), Melhor Atriz Coadjuvante (Talia Shire), Melhor Ator Coadjuvante (Michael V. Gazzo e Lee Strasberg) e Melhor Figurino) ao Oscar e ganhou seis:Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Robert DeNiro), Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora, todas no ano de 1974.

No começo do filme, é normal ficar um pouco perdido sem entender o que está acontecendo, e mesmo após ler os textos explicativos que aparecem, dá pra continuar um pouco confuso, tentando se lembrar dos fatos e nomes do filme anterior. É magnífico como a história de Don Vito foi contada no filme, notando que sempre em que estava passando cenas da vida dele, a imagem era meio amarelada, para sempre deixar claro que é um evento antigo, passado. O filme mostra de todas as maneiras as diferenças de personalidade e valores entre o pai(Don Vito) e o filho Michael. O final do filme me deixou um pouco confuso no começo, mas quando parei pra pensar notei que: o filme, junto com o anterior, mostrou como um cara que era considerado bonzinho poderia se tronar mau e mudar praticamente todos os seus valores. Ele mostra a total ruína que Michael conseguiu para conseguir chegar ao topo, vencer, pois ao mesmo tempo que ele vence, ele perde, pois trai todos os seus valores básicos como a família, que ele praticamente separa e divide. Na cena final, Coppola tentou até o útilmo segundo convencer Marlon Brando a fazer uma aparição, mas o ator foi firme e recusou. Coppola quis, com a última cena, mostrar uma família toda reunida, voltando a um fato que acontece pouco antes do começo da primeira parte da trilogia, acabando mostrando a família toda comemorando o aniversário de Don Vito e Michael ficando sozinho aos poucos na mesa, que é o que realmente mostra ao decorrer da parte dois.

Vale dizer que mais uma vez, Coppola deu um grande valor e homenagem ao pai, deixando com que fossem utilizadas várias músicas compostas ou escolhidas por ele no filme.

Um filme genial e deve ser assistido por todos, mas é praticamente obrigatório assistir a primera parte. Portanto, eu RECOMENDO o filme!

Para ver os dados técnicos, elenco e trailer, clique aqui.

A primeira noite de um homem

15 jun
A primeira noite de um homem

A primeira noite de um homem

Uns dias atrás assisti o filme: A primeira noite de um homem, um romance de Charles Webb, que foi dirigido por Mike Nichols.

Benjamin Braddock(Dustin Hoffman), um jovem recém saído da universidade, é seduzido por Mrs. Robinson(Anne Bancroft), a mulher do sócio de seu pai. O problema é que Ben está apaixonado pela filha da amante, Elaine(Katharine Ross). E a partir disso o filme se desenrola.

Primeiramente vale comentar a trilha sonora e inesquecível de Simon & Garfunkel com a música Mrs. Robinson.

O filme, foi considerado ousado na época em que foi lançado(1967), época em que a revolução sexual ainda estava aparecendo no mundo. O filme  consegue mostrar exatamente como uma família típica de subúrbio vivia, se comportava e lidava com fatos cotidianos. Dustin Hoffman atua primorosamente assim como Anne Bancroft, enquanto Katharine Ross, na minha opinião, tem uma participação simples e apagada. O enredo do filme me predeu com os olhos vidrados na tela, querendo saber e tentando descobrir como tudo iria acabar, mas com uma trama super bem feita que sempre deixava várias possibilidades em aberto. Nota-se algumas filmagens de maneiras diferentes para a época, como quando Ben está correndo para um lado e todo o resto para o lado contrário. A frase mais marcante do filme: “Mrs. Robinson, você está tentando me seduzir?”, dita por Ben, está na quinta colocação  da lista das 100 melhores frases do cinema. Há varias cenas marcantes, como por exemplo a hora que a Mrs. Robinson fala adeus pra Ben, assim como a hora que Elaine pede para o Ben simplesmente beijá-la. Um filme primoroso. Uma curiosidade sobre o cartaz do filme: as belas penas que aparecem não são de Anne Bancroft(Mrs. Robinson) e sim de uma modelo chamada Linda Gray. As cenas em que os personagens estão na universidade de Berkley foram na verdade gravadas na Universidade da Califórnia, Los Angles e na Universidade do Sul da Califórnia.

O filme ganhou o Oscar de Melhor Diretor e foi indicado a mais 6: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado.

Por essas e outras razões, eu RECOMENDO o filme!

Veja dados técnicos e assista ao trailer.

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