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O Poderoso Chefão Parte II

24 jun

Seguindo a ordem dos filmes, hoje falarei a respeito da segunda parte da trilogia de O Poderoso Chefão, o Poderoso Chefão Parte II.

No filme que é inegavelmente uma das melhores sequências(nova regra gramatical não deixa mais usar o “trema” haha) já feitas, Francis Ford Coppola continua sua épica trilogia com esta saga de duas gerações de poder na família Corleone. Coppola, mais uma vez com o autor Mario Puzo, entremeia duas histórias que funcionam tanto como antecedente quanto como continuação do original. Uma mostra o humilde início dos sicilianos e a ascensão do jovem Don Vito em Nova York, agora na interpretação vencedora do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de 1974 por Robert De Niro. A outra mostra a ascensão de Michael(Al Pacino) como o novo Don. Reunindo muitos dos componentes do elenco que fizeram O Poderoso Chefão, Coppola produziu um filme de surpreendente magnitude e visão; o filme recebeu onze indicações(Melhor Ator (Al Pacino), Melhor Atriz Coadjuvante (Talia Shire), Melhor Ator Coadjuvante (Michael V. Gazzo e Lee Strasberg) e Melhor Figurino) ao Oscar e ganhou seis:Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Robert DeNiro), Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora, todas no ano de 1974.

No começo do filme, é normal ficar um pouco perdido sem entender o que está acontecendo, e mesmo após ler os textos explicativos que aparecem, dá pra continuar um pouco confuso, tentando se lembrar dos fatos e nomes do filme anterior. É magnífico como a história de Don Vito foi contada no filme, notando que sempre em que estava passando cenas da vida dele, a imagem era meio amarelada, para sempre deixar claro que é um evento antigo, passado. O filme mostra de todas as maneiras as diferenças de personalidade e valores entre o pai(Don Vito) e o filho Michael. O final do filme me deixou um pouco confuso no começo, mas quando parei pra pensar notei que: o filme, junto com o anterior, mostrou como um cara que era considerado bonzinho poderia se tronar mau e mudar praticamente todos os seus valores. Ele mostra a total ruína que Michael conseguiu para conseguir chegar ao topo, vencer, pois ao mesmo tempo que ele vence, ele perde, pois trai todos os seus valores básicos como a família, que ele praticamente separa e divide. Na cena final, Coppola tentou até o útilmo segundo convencer Marlon Brando a fazer uma aparição, mas o ator foi firme e recusou. Coppola quis, com a última cena, mostrar uma família toda reunida, voltando a um fato que acontece pouco antes do começo da primeira parte da trilogia, acabando mostrando a família toda comemorando o aniversário de Don Vito e Michael ficando sozinho aos poucos na mesa, que é o que realmente mostra ao decorrer da parte dois.

Vale dizer que mais uma vez, Coppola deu um grande valor e homenagem ao pai, deixando com que fossem utilizadas várias músicas compostas ou escolhidas por ele no filme.

Um filme genial e deve ser assistido por todos, mas é praticamente obrigatório assistir a primera parte. Portanto, eu RECOMENDO o filme!

Para ver os dados técnicos, elenco e trailer, clique aqui.

O Poderoso Chefão

22 jun

Resolvi comentar a respeito do filme O Poderoso Chefão(The Godfather), parte 1… Depois falarei a respeito das outras 2 continuações.

O filme foi(e ainda é) considerado um dos melhores filmes americanos de todos os tempos pelo American Film Institute, a obra rima de Francs Ford Coppola apresenta Marlon Brando em seu papel vencedor do Oscar(Melhor Ator de 1972) como o patriarca da família Corleone. O Poderoso Chefão é um violento e arrepiante retrato da luta da família siciliana para permanecer no poder, numa corrupta, enganosa e traiçoeira América pós-guerra. Coppola inicia sua lendária trilogia, equilibrando magistralmente a história da vida familiar dos Corleone e os sujos negócios criminais em que estão envolvidos. Baseado no best-seller de Mario Puzo, com atuações impecáveis que fizeram a carreira de Al Pacino, James Caan e Robert Duvall, este inesquecível e brilhante filme recebeu dez indicações para o Oscar e ganhou três, incluindo de Melhor Filme de 1972.

Alguns fatos curiosos: o filme na verdade era para ter começado na cena do casamento, porém, um amigo de Coppola ao ler o começo do filme, deu a opinião de que o filme deveria começar de outra maneira, mais impactante, e com isso, Coppola, resolveu colocar a cena em que a primeira fala do filme é: Eu acredito na América. Há uma cena em que aparece um senhor tocando piano e um rapaz apoiado e ouvido a música, o senhor é o pai de Coppola e o rapaz é um taxista que ele conheceu e resolveu chamá-lo para ser figurante.

Enfim, o filme é um clássico, uma obra-prima que deve ser vista e apreciado por todos os tipos de pessoas. Um filme inteligente, que mostra a realidade dos anos 40 pós-guerra, mostra as tradições de uma família siciliana, a corrupção da polícia, políticos e juízes. Um filme sensacional. Por isso e mais um pouco eu RECOMENDO o filme!

ps: em breve, comentários sobre as continuações dessa trilogia.

Para saber dados técnicos e assistir ao trailer, clique aqui.

A Rosa Púrpura do Cairo

15 jun
A rosa púrpura do Cairo

A rosa púrpura do Cairo

Acabo de assistir ao filme A Rosa Púrpura do Cairo(1985), escrito e dirigido por Woody Allen.

Durante a Grande Depressão americana, a solitária garçonete Cecilia(Mia Farrow) é perdidamente viciada em filmes hollywoodianos. Cativada por seu mais novo favorito, A Rosa Púrpura do Cairo, Cecilia fica totalmente surpresa quando o astro (Jeff Daniels) repentinamente sai da tela para conhecê-la. Encantada por seu charme, Cecilia se apaixona por ele, até que ela encontra o ator de verdade que o interpreta. Enamorada tanto pelo personagem fictício quanto pelo famoso ator, Cecilia luta para estabelecer a linha entre a fantasia e a realidade, apenas para descobrir que tal linha, às vezes, está apenas à distância de uma batida do coração.

Sinceramente, não parece com qualquer filme que Woody Allen já fez, nem o modo como foi dirigido, muito menos pelos personagens(até mesmo os cômicos). Não há os famosos monólogos, que sempre são marcantes no filme do diretor. O filme trata de amor, e acima de tudo, o amor ao cinema, creio que foi uma homenagem que Allen fez, ao seu grande amor: o cinema. É um filme super curto, com apenas 84 minutos. Mostra diferentes personalidades, e como elas podem ser aceitáveis dependendo da situação. Mia Farrow, faz mais uma vez uma interpretação brilhante, roubando a cena, com sua postura ingênua, romântica, apaixonada, submissa. Allen tenta passar o recado de que a ficção pode salvar nossas vidas.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro, porém não ganhou.

O filme não me agradou por completo, porém tem seu encanto, e vale a pena ser visto. Portanto, eu RECOMENDO, mas alertando que não é para assistir esperando uma outra obra magnífica de Woody Allen.

Veja detalhes técnicos e trailer do filme!

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