
A rosa púrpura do Cairo
Acabo de assistir ao filme A Rosa Púrpura do Cairo(1985), escrito e dirigido por Woody Allen.
Durante a Grande Depressão americana, a solitária garçonete Cecilia(Mia Farrow) é perdidamente viciada em filmes hollywoodianos. Cativada por seu mais novo favorito, A Rosa Púrpura do Cairo, Cecilia fica totalmente surpresa quando o astro (Jeff Daniels) repentinamente sai da tela para conhecê-la. Encantada por seu charme, Cecilia se apaixona por ele, até que ela encontra o ator de verdade que o interpreta. Enamorada tanto pelo personagem fictício quanto pelo famoso ator, Cecilia luta para estabelecer a linha entre a fantasia e a realidade, apenas para descobrir que tal linha, às vezes, está apenas à distância de uma batida do coração.
Sinceramente, não parece com qualquer filme que Woody Allen já fez, nem o modo como foi dirigido, muito menos pelos personagens(até mesmo os cômicos). Não há os famosos monólogos, que sempre são marcantes no filme do diretor. O filme trata de amor, e acima de tudo, o amor ao cinema, creio que foi uma homenagem que Allen fez, ao seu grande amor: o cinema. É um filme super curto, com apenas 84 minutos. Mostra diferentes personalidades, e como elas podem ser aceitáveis dependendo da situação. Mia Farrow, faz mais uma vez uma interpretação brilhante, roubando a cena, com sua postura ingênua, romântica, apaixonada, submissa. Allen tenta passar o recado de que a ficção pode salvar nossas vidas.
O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro, porém não ganhou.
O filme não me agradou por completo, porém tem seu encanto, e vale a pena ser visto. Portanto, eu RECOMENDO, mas alertando que não é para assistir esperando uma outra obra magnífica de Woody Allen.



