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A Rosa Púrpura do Cairo

15 jun
A rosa púrpura do Cairo

A rosa púrpura do Cairo

Acabo de assistir ao filme A Rosa Púrpura do Cairo(1985), escrito e dirigido por Woody Allen.

Durante a Grande Depressão americana, a solitária garçonete Cecilia(Mia Farrow) é perdidamente viciada em filmes hollywoodianos. Cativada por seu mais novo favorito, A Rosa Púrpura do Cairo, Cecilia fica totalmente surpresa quando o astro (Jeff Daniels) repentinamente sai da tela para conhecê-la. Encantada por seu charme, Cecilia se apaixona por ele, até que ela encontra o ator de verdade que o interpreta. Enamorada tanto pelo personagem fictício quanto pelo famoso ator, Cecilia luta para estabelecer a linha entre a fantasia e a realidade, apenas para descobrir que tal linha, às vezes, está apenas à distância de uma batida do coração.

Sinceramente, não parece com qualquer filme que Woody Allen já fez, nem o modo como foi dirigido, muito menos pelos personagens(até mesmo os cômicos). Não há os famosos monólogos, que sempre são marcantes no filme do diretor. O filme trata de amor, e acima de tudo, o amor ao cinema, creio que foi uma homenagem que Allen fez, ao seu grande amor: o cinema. É um filme super curto, com apenas 84 minutos. Mostra diferentes personalidades, e como elas podem ser aceitáveis dependendo da situação. Mia Farrow, faz mais uma vez uma interpretação brilhante, roubando a cena, com sua postura ingênua, romântica, apaixonada, submissa. Allen tenta passar o recado de que a ficção pode salvar nossas vidas.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro, porém não ganhou.

O filme não me agradou por completo, porém tem seu encanto, e vale a pena ser visto. Portanto, eu RECOMENDO, mas alertando que não é para assistir esperando uma outra obra magnífica de Woody Allen.

Veja detalhes técnicos e trailer do filme!

Hannah e suas irmãs

13 jun
Hanna e suas irmãs

Hanna e suas irmãs

Acabo de assistir Hanna e suas irmãs, mais um clássico de Woody Allen. O filme conta a história de três irmãs, e tem como história paralela a vida de um ex marido(Woody) de uma delas. A filha mais velha de um casal de artistas, Hannah(Mia Farrow) é uma dedicada esposa, mãe carinhosa e atriz de sucesso. Uma leal defensora de suas duas confusas irmãs Lee (Barbara Hershey) e Holly (Dianne Keaton), ela é também a espinha dorsal de uma família que parece se ressentir de sua estabilidade quase tanto quanto dependem da mesma. Mas quando o mundo perfeito de Hannah é silenciosamente sabotado pela rivalidade fraterna, ela finalmente começa a ver que está tão perdida quanto todos os outros, e para poder se encontrar, ela terá que escolher entre a independência e a família em a qual ela não pode viver.

Achei o filme incrível, principalmente o fato de o Woody Allen ter praticamente uma história paralela durante todo o filme, exceto o começo e o final. Os monólogos dele com a própria consciência, a respeito sobre vida, pós vida, seu comportamento hipocondríaco são absolutamente espetaculares e geniais. Assistindo ao filme fiz uma “ligação” meio pífia(tenho que adimitir) com a história paralela do esquilinho do filme A Era do Gelo, pois Woody tem uma história só dele, mas que ocorre praticamente no mesmo cenário Manhattan, e com ligações com a história central, que no fim acaba sendo o desfecho do filme.

O filme trata de conflitos de culpa, arrependimento, dúvida, incertezas e lógico do modo cômico como Woody Allen monta seus próprios personagens. A narrativa é outra coisa que chama muita atenção, pois é feita sempre em primeira pessoa, mas por diferentes narradores/personagens da história. Os personagens são completos de certa maneira, que acabamos acreditando que podemos encontrá-los um dia desses na rua. Enfim, espetácular.

Portanto, como já era de se esperar, eu RECOMENDO o filme com toda certeza do mundo!

Veja informações técnicas e trailer clicando aqui.

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